Para já, a ilha virtual da Universidade de Aveiro no Second Life não tem mais do que duas árvores. Até ao início do mês de Junho, porém, já vai ficar dotada de todas as infra-estruturas. Dos edifícios a "construir" pelos responsáveis do projecto Second.UA, destaca-se a Infozone, o Second Caffé, o Aularium, o Showroom, o Scriptorum e o Auditorium.
Trata-se de um mundo virtual, a três dimensões, para onde são transportados todos os objectos, edifícios, serviços, parques e até casinos. Ou seja, tudo o que existe no mundo real. Luís Pedro, professor no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (UA) explica que o Second Life, mais do que um simples mundo virtual, "é um espaço onde as pessoas podem interagir".
Quem vive neste mundo da Second Life não são pessoas reais, mas os designados "avatares", que não são mais do que personagens virtuais que interagem em vários ambientes. "Comunicam entre si através de texto, áudio, através de gestos. É um conceito de identidade digital", descreve o responsável pelo Second.UA.
No Second Life convivem vários "avatares" num imenso espaço onde existe quase tudo. Cada personagem tem a sua própria lista de amigos e pode andar por qualquer espaço deste mundo virtual. Os bonecos deslocam-se de acordo com as indicações do utilizador. "Temos, por exemplo, a possibilidade de oferecer um teletransporte aos nossos amigos, para virem para o sítio onde estamos. No Second Life podemos, inclusive, voar", sublinha Carlos Santos, professor no Departamento de Arte e Comunicação e outro dos responsáveis pelo projecto.
Os espaços que existem no Second Life são locais ligados à educaçãoe ao lazer. Estão também disponíveis serviços da indústria do sexo ou do jogo, como é o caso dos casinos. "A interacção, do ponto de vista social e económico, é muito grande e gere uma quantidade de dinheiro assinalável", explica Carlos Santos.