O presidente da Junta Metropolitana do Porto, Rui Rio, alertou para os riscos inerentes ao lançamento de um mega-concurso para a construção de todas as linhas da segunda fase, conforme defende o Governo. Fazendo a analogia com o concurso lançado para a construção de toda a primeira fase da rede (ganho pela Normetro), Rui Rio lembrou que entre a sua publicação em Diário da República e a assinatura do contrato passaram quatro anos.
"A Linha do Aeroporto, por exemplo, que teve um concurso próprio, não chegou a demorar um ano", acrescentou o presidente da Câmara do Porto, para mostrar as vantagens do lançamento de concursos próprios para cada linha da segunda fase, conforme defende a Junta Metropolitana.
Nesse caso, explicou, qualquer problema com o procedimento administrativo acarretaria atrasos apenas para essa linha, enquanto no caso de um concurso geral, qualquer questão implica atrasos a todas as extensões incluídas.
O autarca admite, contudo, que possa ser feito um concurso global para as linhas seguintes às quatro agora consideradas prioritárias e para a exploração do actual sistema.
De resto, o presidente da Junta Metropolitana assinalou que, na reunião de ontem, os autarcas rejeitaram, também por unanimidade, a proposta escrita e oficial do Governo, que aponta a realização de um concurso único para todas as linhas.