AJunta Metropolitana do Porto (JMP) insiste na concretização, ainda durante o próximo ano, das quatro linhas de metro que considera prioritárias, não aceitando o adiamento das extensões da Boavista (Porto) e da Trofa. De acordo com Rui Rio, presidente da Junta Metropolitana, a posição foi tomada, por unanimidade, na reunião realizada ao final da tarde de ontem. A JMP aceita, ainda, que o Estado passe a deter a maioria no Conselho de Administração, nomeando três elementos. No entanto, segundo apurámos, pretende que dos dois autarcas a nomear para a direcção da empresa, um assuma a presidência, mantendo, assim, a liderança da Metro.
Apesar da unanimidade anunciada, Rui Rio não conseguiu esconder, no final da reunião, a insatisfação pela forma como o processo está a decorrer. "Não vou dizer tudo o que do ponto de vista emocional me apetecia dizer", desabafou. Um desconforto ao qual não será alheio o anúncio de Valentim Loureiro, que na passada terça-feira disse já estar tudo acertado com o Governo, avançando as linhas de Gondomar e de Laborim (Gaia) até Janeiro de 2008 e ficando adiadas as linhas da Boavista e da Trofa.
Um encontro a seis na calha
Na reunião de ontem, os presidentes de Câmara (ou respectivos representantes) terão apreciado um novo documento sobre o futuro do metro, enviado pelo Ministério das Obras Públicas. Um documento que, no essencial, insiste na concretização da segunda fase em 2009, embora o Governo também manifeste a sua dispobilidade para antecipar as linhas de Gondomar até à Venda Nova e a extensão da Linha Amarela até Laborim.
A Comissão Executiva da JMP - Rui Rio, Guilherme Pinto e Castro Almeida - e autarcas com assento na Metro - Valentim Loureiro e Mário Almeida - ficaram mandatados para tentar chegar a acordo com o Governo. Ainda hoje, Rui Rio deve contactar Mário Lino para marcar uma reunião, que deverá acontecer nos próximos dias. Depois de tantos avanços e recuos, a opinião geral é de que é preciso chegar rapidamente a uma solução.