AComissão Nacional de Eleições (CNE) de Timor-Leste anunciou, ontem, o fim da análise das actas e dos votos nulos e reclamados das presidenciais de 9 de Abril, mas o escrutínio não está concluído e ainda não há resultados para anunciar. Faustino Cardoso, presidente da CNE, declarou que o processo de revisão de actas e de decisão sobre os votos nulos e reclamados das 705 estações de voto das eleições presidenciais, vindas dos 13 distritos, terminou cerca das 4.30 horas de ontem (20.30 horas de sábado em Portugal continental).
O processo iniciou-se no dia 12, "às 1138" locais, acrescentou Faustino Cardoso, perante uma sala onde os observadores eleitorais pelos vários candidatos estavam tão ávidos de questionar a CNE quanto os jornalistas.
O presidente da CNE explicou em detalhe em que consiste o apuramento de resultados, na sequência de irregularidades e situações "ilógicas" (segundo a expressão usada, anteontem, pelo porta-voz da CNE, padre Martinho Gusmão).
Faustino Cardoso listou alguns dos problemas encontrados no processo de apuramento. "As actas originais, as actas electrónicas, o envelope com os votos nulos, o envelope com os votos reclamados, as reclamações, o livro de presença de eleitores e lista de presença dos oficiais eleitorais, deveriam ter sido empacotados separadamente, o que não aconteceu em todos os casos", afirmou o presidente da CNE.
Faustino Cardoso reconheceu também que "os materiais eleitorais dos distritos de Baucau, Ermera, Manufahi e Oecussi não vieram separados, o que levou à abertura das urnas, sob as orientações dos comissários responsáveis do distrito e na presença de fiscais de candidatura e de partidos políticos e de observadores nacionais e internacionais". "O processo de ordenar os documentos em dossiês por cada estação de voto foi meticuloso e demorado", acrescentou Faustino Cardoso.