Quando entre 20% e 66% dos novos alunos recrutados por duas universidades privadas entram pela via do regime especial "maiores de 23 anos" (+ 23) e sem o Secundário completo, a palavra "maná" surge naturalmente, sobretudo num panorama de perda de alunos. As instituições estão nesta altura a tentar cativar este segmento de mercado para o próximo ano lectivo e muitas prometem mais vagas. O JN recolheu dados de sete universidades, duas das quais privadas. As públicas responderam, mas duas privadas conhecidas não deram os dados.
A percentagem de alunos entrados pelo regime de + 23 é diminuta nas universidades públicas, mas não em termos absolutos. Na total da Universidade do Porto (UP), entraram 188 alunos, prevendo-se um aumento para 270 vagas em 2007/08. A UP não revelou o total de entradas, mas a percentagem dos + 23 é seguramente pequena. Com 207 alunos (66% do total de entradas), a Universidade Moderna de Lisboa - com percentagens de +23 semelhantes nos seus dois outros pólos - não fica muito acima dos 188 da UP.
A Universidade Lusíada de Lisboa conseguiu angariar 255 alunos +23, representando esse segmento cerca de 20% do total de entradas em 2006/07. Esta instituição é a recordista das perdas ao longo da última década mais de 7500 alunos (conjunto dos três pólos).
A Universidade de Lisboa surge em segundo lugar no ranking da amostra do JN. Com 181 entradas pelo regime +23 (5,2% do total de ingressos), a instituição pública mostra-se optimista na actual fase de recrutamento, uma vez que já surgiram 130 candidatos. Em terceiro lugar, surge a Universidade Nova de Lisba, com 146 estudantes aprovados nas provas de acesso.
A Universidade de Aveiro recrutou 85 estudantes +23 no ano passado, representando 5% do total de novos alunos. Fonte oficial revelou que a instituição pretende aumentar em 50% as vagas para este tipo de candidato. A mais antiga Universidade portuguesa, em Coimbra, ficou-se pelas 57 admissões e 55 inscrições de maiores de 23 anos. Apenas 2% do total de ingressos.