"Sua excelência, o candidato" está até amanhã no palco da Casa das Artes, em Vila Nova de Famalicão. Desde quarta-feira, a peça tem registado lotação esgotada. É um pequeno acontecimento de popularidade que se vai deslocar a mais três cidades até ao próximo dia 6 Lisboa, Porto e Braga. A razão é só uma: no papel principal está o galã brasileiro Reynaldo Gianecchini.
O actor dá vida a Orlando, um jovem candidato a um cargo político que funciona maioritariamente por interesses financeiros. "Esta é uma comédia e tem como objectivo principal entreter, mas é o reflexo do que é a nossa mentalidade e da imagem que temos da corrupção", reconhece o actor que, recentemente, entrou em casa dos portugueses como Pascoal na novela "Belíssima". Para ele, o político português também está caracterizado na peça "Sim, creio que o panorama é geral. Todos nós somos um pouco corruptos, até nas relações domésticas".
Desmontar o mundo de certas aparências é o objectivo de "Sua excelência"; é "uma mentalidade que vem do tempo das colónias", revela 'Giane', ao JN, minutos antes de subir uma vez mais ao palco para ser invariavelmente aplaudido pelo público do país colonizador.
No primeiro contacto com os portugueses, o "baixinho" - alcunha pela qual também é tratado o actor - definiu-nos como "carinhosos".
Como já está a gravar "Sete pecados", novela da Globo que substituirá "Pé na jaca", Gianecchini vai ter de interromper a sua prestação no teatro, até porque é o protagonista e seria "uma loucura" acumular os dois papéis. A sua saída não implica o fim de "Sua excelência, o candidato". O director de cena, Alexandre Reinecke, admitiu que já procuram um substituto.