R ui Rio, presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), já remeteu ao Governo a explicitação que lhe foi pedida dos acertos a introduzir no texto do acordo sobre o metro. Um dos ajustamentos implica maior clarificação textual no sentido das linhas da Boavista e da Senhora da Hora/Hospital S. João serem realmente estudadas em complementaridade. Mas ambas as partes acordaram evitar, doravante, referir-se à primeira solução como linha da Boavista, preferindo a designação mais abrangente de "linha entre Matosinhos Sul à zona ocidental da cidade do Porto", como forma do PS nortenho, que contestou publicamente esta via, não perder a face.
A fazer-se a linha pela Boavista, as opiniões dos autarcas são unânimes em defender que teria de ser pela principal avenida, uma vez que já há obra feita, obras de requalificação realizadas e desviar a rota implicaria inflaccionar o custo da construção, porque seriam necessárias expropriações. A questão é, portanto, mais política.
O tema da inserção
Além da clarificação ao nível dos estudos, com o texto da Junta a citar em primeiro lugar a que passa pela Boavista, Rio explicitou outros pontos. Após o ministro Mário Lino ter garantido no Parlamento que as câmaras não tinham de pagar as obras de requalificação passadas, a JMP apenas pede agora que isso fique bem claro no acordo.
A primeira carta, recorde-se, dizia que "independentemente de pequenos ajustamentos no texto referente à linha que deverá passar por Matosinhos Sul e servir a zona ocidental da segunda cidade do país, cumpre, ainda, acertar pontos de inegável relevo mas", na opinião de Rio, "facilmente acomodáveis".