O professor Universitário Alberto Castro escreveu, a 17 de Abril neste jornal, que "com a chegada da democracia a Espanha, os desejos de autonomia de algumas regiões, entre as quais a Galiza, reacenderam-se e obtiveram consagração. Do lado de cá, havia as regiões-plano e as respectivas comissões de coordenação. Os intercâmbios entre o Norte e a Galiza intensificaram-se e as assimetrias de poder de decisão começaram a vir ao de cima. Enquanto do lado de lá uma discussão podia acabar com a fixação de um objectivo e um orçamento estipulado, do lado português elaboravam-se relatórios para os vários ministérios da tutela. E ficava-se a aguardar."
É verdade que povo português recusou, em referendo, a regionalização. Pudera! Deram-lhe a escolher entre omeleta de feijões e omeleta de feijocas. O povo, confuso, escolheu continuar a comer caldo de couves.
Os nossos governantes sabem que regionalizar implica partilhar. Sim. Partilhar tudo. Também o poder. É esse o motivo porque a criação de regiões administrativas não avança.
Os políticos, os nossos políticos, até se dizem regionalistas, que sim, sim senhor, quando estão na oposição, que "nim", "nim" senhor, aquando das campanhas eleitorais, e, já anchos de poder, vomitam que é necessário "um consenso político sobre a necessidade de se fazer a regionalização".
Entrementes, medram os eucaliptos em Lisboa e medram as giestas em quase dois terços do país!