Depois da Associação Empresarial de Portugal (AEP) e da promotora holandesa TCN terem cortado relações e perante o risco dos projectos da Exponor para Leça da Palmeira e Santa Maria da Feira ficarem no papel, Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos, quer ajudar a encontrar uma solução. O autarca manifestou-se disponível para procurar um parceiro para a AEP que permita executar o projecto anunciado para os terrenos de Leça.
"A Câmara está disponível para ajudar a AEP a encontrar novos parceiros", referiu o autarca, que tem sido informado pela associação sobre os desenvolvimentos do processo.
Guilherme Pinto teme que "o projecto entre num limbo" e, por isso, garante que ficará atento aos promotores "que aparentem ter dimensão" para executar o plano da AEP. "Terei muito gosto em poder servir de interlocutor e de os sentar à mesa", referiu, adiantando que ainda não fez contactos nesse sentido.
Recorde-se que o investimento para a Feira e Matosinhos, estimado em 850 milhões de euros, e considerado um Projecto de Interesse Nacional (PIN), corre o risco de não avançar. Tudo porque a TCN Portugal e a AEP entraram em ruptura depois do responsável da promotora, Júlio Macedo, ter vindo a público acusar Ludgero Marques, responsável máximo da AEP, de querer incluir no empreendimento a construir nos terrenos do Europarque uma fábrica de painéis solares, da qual é administrador.
O acordo ainda não foi oficialmente rasgado, mas tudo indica que não haverá entendimento. Se assim for, além de necessitar de um novo parceiro, a AEP tem de fazer outro projecto e submetê-lo à apreciação do Governo. IS