ASTCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto) colocou à venda três imóveis, incluindo um edifício na Avenida da Boavista, no Porto, que está classificado, no Plano Director Municipal daquele concelho, como sendo de interesse patrimonial. Uma placa colocada junto à porta de entrada do imponente edifício, localizado junto à esquina com a Rua de Agramonte (a poucos metros da Casa da Música e da Rotunda da Boavista), indica que ali funcionou a Direcção de Exploração da empresa.
Além do prédio na Avenida da Boavista (onde a STCP também teve a sua sede, entretanto já demolida), estão à venda as subestações de Brás-Oleiro, na Rua de D. Afonso Henriques, em Gondomar, e de S. Caetano, na Rua Nova de Esteves, também em Gondomar. A receita obtida com estas alienações deverá ser utilizada para abater o passivo da empresa, que, no final do ano passado, ascendia a 246,8 milhões de euros (mais 20,2 milhões de euros do que em Dezembro de 2005).
O edifício na Avenida da Boavista tem uma área total de 525 m2 (metros quadrados), sendo que a superfície coberta é de 224 m2. A subestação de Brás-Oleiro tem uma área de 241 m2 (área coberta de 64 m2), enquanto a de S. Caetano tem 491 m2 (área coberta de 65 m2). Não foi possível apurar se o edifício da Avenida da Boavista é um dos imóveis cuja propriedade é reclamada pela Câmara do Porto, em acção judicial que remonta a 2003.
O JN procurou saber, junto da empresa, qual a receita esperada com este processo de venda e se existem outros imóveis em vias de alienação. Apesar dos contactos estabelecidos, não obtivemos resposta em tempo útil.
De qualquer forma, no anúncio que mandou publicar nos jornais, e ainda que não indique um valor para a venda dos a empresa sublinha que reserva-se o direito de não vender qualquer prédio se as propostas não cumprirem os requisitos definidos ou as verbas apresentadas não atinjam os "valores de referência".