Acrise política na freguesia de Massarelos continua a dar que falar. Um dos dois membros da Assembleia de Freguesia, Luís Salabert, que o presidente da Concelhia do PSD/Porto quer expulsar do partido, rejeita as acusações de boicote e garante que não abandonará o órgão autárquico, que integra há 10 anos. A CDU culpa o PSD e o PS pela "instabilidade política na Junta".
"Não renuncio ao meu mandato, ainda que seja expulso, e não há nisso indecência política. É politicamente indecente que o PSD se preste a dar cobertura política ao péssimo trabalho do actual Executivo PSD/PP/CDU da Junta de Massarelos", sentencia Luís Salabert, assinalando que, em 10 anos de política autárquica, nenhum Executivo da freguesia tinha chegado ao final do ano sem dinheiro e "a precisar de um adiantamento da Câmara, como sucedeu em Dezembro passado". A Junta recebeu um subsídio antecipado de 50 mil euros.
Reunião ontem à noite
O diferendo surgiu após ter sido chumbado, mais uma vez, o Orçamento para este ano da Junta pela Assembleia de Freguesia, com os votos do PS e de dois eleitos do PSD, Tiago e Luís Salabert. O que levou Sérgio Vieira, líder da Concelhia social-democrata do Porto, a propor, ontem à noite, a expulsão dos dois militantes do partido, considerando que têm obstaculizado a acção da coligação PSD/PP que lidera a Autarquia de Massarelos. Acusações rejeitadas por Luís Salabert.
"O actual Executivo e a mesa [da Assembleia de Freguesia] foram eleitos com o meu voto. Não pode dizer-se que tenho má vontade ou que tenho feito permanente boicote", argumenta o social-democrata, lembrando que o seu voto contra o Orçamento de 2007 se deveu ao facto do presidente da Junta não ter respondido às questões colocadas "A Freguesia de Massarelos encontra-se em dificuldades financeiras. Ainda assim, o Orçamento para 2007 prevê despesa no montande de 12 mil euros para imagem, representação e publicidade e de 10,4 mil euros para telemóveis móveis e fixos. O total destas verbas representa 3% do Orçamento da despesa", concretiza.