A instalação do teleférico entre o Jardim do Morro e o Cais de Gaia, na margem esquerda do rio Douro, deverá ser adjudicada na próxima segunda-feira, na reunião do Executivo gaiense. A Etermar, única empresa que se apresentou no concurso público lançado pela Autarquia, terá 11 meses para concluir a empreitada. "Se tudo correr dentro do previsto, no S. João do próximo ano já vai ser possível ver o fogo-de-artifício numa cabina do teleférico", congratulou-se, ontem de manhã, o presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes.
Das duas alternativas de execução apresentadas pela Etermar - proposta-base e variante - a Câmara optou pela segunda hipótese. Assim, o teleférico terá 14 cabines de oito lugares e a Autarquia receberá um milhão de euros durante a concessão de 20 anos (50 mil euros por ano). No que diz respeito à estrutura do teleférico, refira-se que, além dos terminais, serão implantados dois pilares de suporte um na Calçada da Serra, outro na Rua de Guilherme Gomes Fernandes, num terreno municipal, explicou o vereador das Obras Públicas da Câmara de Gaia, Firmino Pereira.
Recorde-se que, conforme o JN já noticiou, a concessão da Etermar (empresa que construiu o teleférico da Madeira) incluirá a exploração de parcómetros, pelos quais a empresa entregará à Câmara 36 mil euros por ano (720 mil euros no total). O prazo de construção e de instalação destes equipamentos é de 90 dias.
Na reunião de Câmara agendada para segunda-feira, o Executivo deverá aprovar, também, a abertura do concurso público para a realização das obras de requalificação da Rua de 5 de Outubro, em Avintes. De acordo com Firmino Pereira, trata-se de um investimento que ascende a dois milhões de euros e que tem um prazo de execução de 12 meses. Ontem de manhã, o presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, admitiu que as obras deverão começar dentro de aproximadamente cinco meses, ou seja, em Outubro. Se forem cumpridos os prazos, a intervenção estará pronta um ano depois. O estado de degradação em que se encontra a Rua de 5 de Outubro tem motivado muitas queixas por parte da população, estando mesmo a circular um abaixo-assinado de protesto contra a situação.H.S.