O vereador do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Gaia, Mário Dorminsky, promete "um período de forte actividade cultural" para as estações Primavera-Verão. Mais conhecido pelas fitas do Fantasporto, reviu, ontem, o filme dos últimos 18 meses e alinhavou o argumento para os próximos tempos a criação do gosto pela cultura tem especial incidência nos mais novos, com a aposta das artes plásticas, junto das escolas; para o público em geral, vai lançar, em Outubro, o passaporte cultural, que garante descontos no acesso à cultura.
Num concelho marcado por grandes rivalidades, como prova um estudo em que cada freguesia se considera como o centro de Gaia, Dorminsky quer convidar as colectividades etnográficas a actuar no Auditório Municipal e no Cais de Gaia. Criar, à beira-rio, um programa, nos fins-de-semana de Junho e Julho, "que agrada aos turistas e valoriza as colectividades". A Câmara pretende, ainda, "urbanizar a festa" de Santa Marinha, que este ano terá dois palcos modernos e espaços, mais reduzidos mas seguros, para os animadores e feirantes.
Com o fim do impasse com a Refer, "em breve estará completa a Circular do Centro Histórico de Gaia". Um argumento de Gaia a favor da construção de um gosto sólido pela cultura urbana. "Trazer um pouco de Miguel Bombarda para aqui", exemplificou o vereador. "Não queremos que aconteça o mesmo que no Porto. Queremos manter aqui as pessoas", explicou Dorminsky.
Com o regresso do Ateliê Soares dos Reis à posse da Autarquia, Gaia fecha "o quadrado" das artes plásticas, composto ainda pelas paredes da Casa Barbot, galerias Diogo Macedo e Casa-Museu Teixeira de Pascoaes. Nas duas últimas, "o número de visitantes aumentou, em um ano, de nove mil para 85 mil".
O centro cultural, a que a Oposição se refere como centro comercial, de Gaia vai ser o "elemento-âncora de toda a actividade cultural". Trata-se de "um espaço muitifacetado", com lojas de discos, de livros, hotéis e três auditórios, com final previsto para 2009, mas que não vai resolver um dos problemas com que se debate o Pelouro da Cultura a falta de espaço, de uma sala com capacidade para mais de mil pessoas, num concelho com 24 auditórios com uma capacidade média de 300 pessoas cada.