A empresa NAEF, instalada na zona industrial da Maia, prepara-se para fechar portas no final do próximo mês, lançando mais 114 pessoas no desemprego, denunciou, ontem, o PCP, que exige uma intervenção do Governo junto da Comissão Europeia para que se investigue o eventual processo de deslocalização daquela multinacional para a Roménia.
"É exigível que o Governo português faça valer as regras comunitárias. Não é aceitável que uma multinacional, sob a capa a mudança de nome, invista noutro país, usando fundos públicos comunitários", observou Honório Novo, deputado do PCP na Assembleia da República, após a realização de um "mandato aberto" dos comunistas na Maia, em que também participou o deputado Jorge Machado e membros da Comissão Concelhia maiata.
Honório Novo precisou que a NAEF (fábrica têxtil que produz fardamentos) está em Portugal há cerca de 40 anos, sendo que, na Maia, tem instalações há 18.
O "mau exemplo" da multinacional alemã, segundo os comunistas, contrasta com a situação que encontraram no Tecmaia. No Parque de Ciência e Tecnologia, a delegação do PCP encontrou 42 empresas de base tecnológica e 450 trabalhadores "altamente qualificados". Por outro lado, ficou a conhecer os planos de desenvolvimento do projecto, que até 2012 espera ter 192 empresas instaladas e dois mil funcionários.
"Mostrámos disponibilidade para acompanhar o processo de expansão, designadamente as candidaturas a fundos europeus do Quadro de Referência Estratégico Nacional", afirmou, ao JN, Honório Novo.