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Antidepressivos crescem 68% em apenas cinco anos

Publicado

Helena Norte
 

O consumo de antidepressivos aumentou 68% no espaço de cinco anos. Sinal dos tempos? Talvez, mas os estilos de vida também são medidos nos números da saúde. Olhando para os principais indicadores, verifica-se outras tendências há cada vez mais mulheres a ter filhos depois dos 35 anos e o número de bebés a nascer com baixo peso está a aumentar.

No âmbito do Plano Nacional de Saúde, o Alto-Comissariado da Saúde fez um estudo em que avaliou, no período de 2001 a 2005, os principais indicadores da saúde da população portuguesa, desde as condições de nascimento até ao envelhecimento, passando pelas patologias que mais matam e outros factores que contribuem para aumentar a mortalidade - como o tabaco e os acidentes de viação. Desta forma, monitoriza--se também a eficiência dos serviços, bem como os custos e a acessibilidade do sistema, garante Maria do Céu Machado, alta- -comissária da Saúde.

O consumo de antidepressivos é um dos sintomas paradigmáticos da qualidade de vida dos nossos tempos. Em Portugal, o número de embalagens por habitante passou de 0,25, em 2000, para 0,42, cinco anos depois, o que representa um aumento de 68%. Outro dado relativo a consumos, tabaco no caso, demonstra uma tendência de diminuição (17,5%) nos homens entre os 25 e os 44 anos e um aumento nas mulheres de todas as faixas etárias.

Quanto à saúde materno-infantil, são conhecidos os enormes progressos, registados nas últimas décadas, em termos de mortalidade infantil, que colocam o nosso país na primeira linha a nível mundial. Outra tendência, mais recente, diz respeito à idade das mães e ao peso dos recém-nascidos, dois elementos que indiciam não só gravidezes de risco, como maior probabilidade de problemas de saúde dos bebés. A taxa de mulheres que têm filhos depois dos 35 anos aumentou 13,9%, enquanto a de adolescentes que deram à luz decresceu 18,6%, entre 2001 e 2005.

A percentagem de crianças com baixo peso à nascença (menos de 2,5 quilogramas) aumentou quase 40% em duas décadas, em clara oposição, por exemplo, ao que tem acontecido na Suécia, o país com melhores resultados nesta área. Quanto aos nascimentos pré-termo (antes das 37 semanas), consta-se uma diminuição em 2004 e 2005, depois de uma subida gradual registada nos anos anteriores.

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