O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-N) destacou ontem que o potencial turístico daquele território pode ser dinamizado por uma correcta articulação entre os vários fundos nacionais e comunitários disponíveis.
Falando durante a apresentação, no Porto, do Programa de Intervenção do Turismo (PIT), Carlos Lage afirmou que, "apesar das reconhecidas aptidões para o turismo e de ter todas as condições para ser um destino turístico de grande atractividade, o Norte de Portugal acordou há poucos anos para o turismo, que ainda é uma actividade com pouca expressão".
Respondendo a críticas de alguns dos presentes relativamente aos destinos e produtos turísticos priorizados pelo PIT, que consideraram menosprezar o Norte, Carlos Lage destacou que os projectos da região podem e devem candidatar-se não só aquele programa, mas também ao Programa Operacional Regional do Norte (PO/Norte), que tem disponíveis fundos na ordem dos 2,7 mil milhões de euros.
Já a directora do Turismo de Portugal, Teresa Ferreira, respondeu às críticas afirmando que "o Norte está contemplado com imensos produtos turísticos estratégicos" e que, para o organismo a que preside, as prioridades definidas no PIT "são as que melhor permitem responder a uma procura turística qualificada".
Nuno Santos, vogal do conselho directivo do Turismo de Portugal, considerou, durante a apresentação do PIT, que o programa é "especialmente diferenciador", seguindo o princípio de que os investimentos públicos "geram externalidades maiores e mais significativas" do que os privados.