A colocação de cerca de 900 jovens médicos em hospitais e centros de saúde de todo o país foi adiada um mês devido a erros na lista publicada pelo Ministério da Saúde. Por essa razão, os novos licenciados em Medicina vêem o início da sua formação adiada e perdem um mês do salário. As unidades de saúde, por seu lado, ficam sem estes médicos, que iriam substituir os que entretanto terminaram os internatos.
Depois de terminar o curso de Medicina e de realizar um exame de admissão, os médicos são colocados em hospitais e centros de saúde para realizar o internato que finaliza a sua formação básica. A lista de colocação é publicada, todos os anos, pelo Ministério da Saúde, tendo em conta as classificações obtidas e as preferências expressas por cada candidato.
O que aconteceu, este ano, foi que a lista, além de ser publicada tardiamente (28 de Dezembro), continha erros, o que levou à sua anulação e substituição, no dia seguinte, por novo mapa. O problema é que a lista divulgada na sexta-feira também estava incorrecta, alegadamente devido a erros informáticos, explicou ao JN Rui Guimarães, presidente do Conselho Nacional do Médico Interno da Ordem dos Médicos.
Perante esta situação, o Ministério emitiu um despacho em que anuncia a publicação de nova lista no dia 15 deste mês e a colocação dos jovens médicos a partir de 29. Ou seja, o início do internato fica adiado um mês, comprometendo o programa de formação médica, sublinha Rui Guimarães.
A Ordem dos Médicos já disponibilizou ajuda para elaborar as listas, ao longo desta semana, de forma a conseguir colocar os novos internos no dia 8. Se o Ministério da Saúde persistir na intenção de adiar a colocação para o fim do mês, os jovens médicos admitem recorrer a "formas de luta na rua", adiantou Rui Guimarães. Helena Norte