As principais ruas da Baixa do Porto vão estar em obras até Setembro. Os trabalhos de beneficiação já começaram no troço final da Rua de Passos Manuel, entre Santa Catarina e Sá da Bandeira, mas irão chegar em breve às restantes 15 artérias comerciais eleitas. Já, na próxima segunda-feira, será a vez das ruas Formosa e do Bonjardim.
A intervenção custará mais de cinco milhões de euros. O financiamento cabe ao Urbcom (programa de incentivo à recuperação do comércio). O lançamento da empreitada tem sofrido atrasos. As previsões municipais apontavam para a execução das obras no ano passado, o que não sucedeu. As verbas disponíveis transitaram para este ano e serão aplicadas agora, de acordo com um plano concertado entre a Câmara, a Associação de Comerciantes do Porto e a União de Hotelaria e Restauração de Portugal. O trânsito não será interrompido, mas existirão condicionamentos na circulação. O empreiteiro libertará um canal para permitir a passagem dos automóveis nessas ruas.
As intervenções, que contemplarão a substituição de infra-estruturas e a instalação de carris para o retorno dos eléctricos, estão divididas em quatro lotes. O primeiro grupo inclui Passos Manuel, Ateneu Comercial do Porto, Santa Catarina (o pequeno troço entre as ruas de 31 de Janeiro e de Passos Manuel) e a Travessa de Sá da Bandeira. O segundo integra parte da Rua de José Falcão, Praça de Guilherme Gomes Fernandes, as ruas de Sá Noronha e do Actor João Guedes e o Largo de Moinho de Vento.
O terceiro grupo agrega a Rua de Guilherme Costa Carvalho e dois troços das ruas Formosa e do Bonjardim. Por fim, o último lote conta com as ruas de Elísio de Melo, de Avis e de Ceuta e a Praça de Filipa de Lencastre.
Embora as obras ainda não tenham começado em Santa Catarina, os comerciantes da Rua de Santo Ildefonso já estão preocupados com os constrangimentos anunciados para o local. O acesso pedonal à artéria, junto à livraria Latina, será cortado. A solução desagrada aos lojistas (que já solicitaram a intervenção da Associação de Comerciantes). Receiam que os clientes, obrigados a fazer um desvio maior, deixem de procurar os estabelecimentos na artéria comercial. CSL