Oparque de campismo da Prelada, no Porto, encerrou os portões no passado dia 1, alegadamente, devido à falta de rentabilidade. Curiosamente, nem sequer a época baixa - Outono/Inverno - afecta complexos análogos existentes na área metropolitana portuense. Na pior das hipóteses, "dá para os gastos". Os campistas permanentes nacionais e os autocaravanistas estrangeiros garantem a sustentabilidade do investimento. Aliás, segundo dados do Clube Português de Autocaravanas, há no país cerca de 5000 unidades, enquanto no restante território europeu se calcula que circulem mais de dois milhões.
No parque municipal de Espinho, as despesas com os seis funcionários, além das relativas a água, electricidade e gás natural, são "compensadas com a recepção, entre Outubro e Março, de autocaravanistas internacionais reformados e de alguns portugueses".
Fernando Valadas, auxiliar administrativo do parque, especifica "Os nacionais aparecem mais entre Dezembro e Fevereiro, enquanto os de fora privilegiam o primeiro trimestre". Presentemente, tem registos de campistas portugueses, franceses e alemães". A partir de Maio, "começa a encher".
No caso concreto do complexo de Espinho, há o rendimento adicional do bar, "explorado por um privado, que paga renda à Câmara", acrescenta.
Em Canidelo, Vila Nova de Gaia, o parque de campismo de Salgueiros tem mais dois funcionários do que o de Espinho e despesas idênticas. Todavia, na época baixa, "os gastos e proveitos equivalem-se", afiança Célia Santos, recepcionista.