Milhares de milhões de pessoas vão ser afectadas pela falta de água por volta do ano 2080, de acordo com projecções de especialistas que estudaram o impacto das mudanças climáticas e a vulnerabilidade dos diversos pontos do Globo. Ásia, África e parte da Europa serão das zonas mais atingidas pela escassez. As Nações Unidas já admitiram convocar uma cimeira de cimeira de emergência para desbloquear o impasse na redução das emissões de gases com efeito de estufa.
Além do relatório do Painel Internacional sobre Alterações Climáticas que está em discussão em Paris e que aborda as razões físicas do aquecimento global, mais dois estão a ser elaborados por solicitação das Nações Unidas, num trabalho que culmina em Novembro com a apresentação de um relatório síntese.
Os dados a divulgar em Abril, sabe-se já, alertam para um aumento drástico das crises alimentares e da falta de acesso à água. Assim, os cientistas admitem que, por volta de 2080, entre 200 a 700 milhões de pessoas mais possam ser vítimas de escassez de alimentos.
Dentro também de cerca de 70 anos, a falta de água poderá estar a afectar mais 1,1 a 3,2 mil milhões de pessoas em todo o Mundo, Europa incluída. Por força do aumento do nível dos oceanos serão destruídos sete milhões de casas. Nas próximas décadas, sobretudo a partir de 2030, a Grande Barreira de Coral, na Austrália, começará a desaparecer.
Preocupado com previsões como esta, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, vai analisar hoje a possibilidade de convocar uma cimeira de emergência. A última conferência sobre o tema teve lugar na capital do Quénia em Novembro.