s responsáveis do Clube Português de Tiro a Chumbo (CPTC), instalado no Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa, estão convictos de que "brevemente" conseguirão chegar a acordo com a Câmara quanto à permanência do clube no local que ocupa há 44 anos.
O contrato de cedência do terreno terminou na passada terça-feira, tendo a Câmara Municipal informado a direcção do Clube de que dispõe de três meses para desocupar aquele espaço. "O que não significa que esteja totalmente excluída a hipótese de haver acordo entre ambas as partes", disse, ao JN, fonte do gabinete do vereador António Prôa, responsável pelo Espaços Verdes.
Carlos Duarte Ferreira, presidente da Direcção do CPTC, afirmou, ao JN, que a própria autarquia, em carta enviada ao clube anteontem, admite ser "previsível alcançar a curto prazo" um acordo. Na mesma missiva, a Câmara diz que "atendendo a que se trata de um processo moroso", "não se mostra adequada a entrega imediata dos terrenos".
Em estudo está a construção de uma barreira acústica e de uma vala para recolha dos chumbos, resolvendo assim o problema da contaminação dos solos e da poluição sonora, explicou o mesmo responsável.
Recorde-se que, a 13 de Agosto do ano passado, a Câmara informou o CPTC de que não iria renovar o contrato de concessão. Na altura, o Clube manifestou interesse em continuar naquele local, pelo que a autarquia se disponibilizou a encontrar um novo modelo técnico-jurídico.