Dentro de um mês e meio, o grupo de trabalho criado, anteontem, para analisar a situação do sector da cerâmica decorativa na região de Leiria, vai fazer chegar ao Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI) um conjunto de projectos, pretendendo revitalizar o sector, que passa por uma crise profunda. Esta foi uma das principais conclusões de uma primeira reunião que, organizada pelo Governo Civil de Leiria, juntou as Câmaras de Alcobaça, Batalha, Caldas da Rainha e Porto de Mós, as associações empresariais Nerlei, Apicer e Airo, o IAPMEI e a Direcção Regional de Economia. As entidades constituíram-se como um grupo de trabalho que, durante este ano, tentará encontrar um conjunto de projectos de revitalização do sector que poderão vir a ser candidatados ao próximo Quadro Comunitário de Apoio (QCA).
José Miguel Medeiros, governador civil, explicou que o encontro surgiu na sequência de um relatório seu, sobre o assunto, efectuado no final do Verão do ano passado, depois de um conjunto de visitas que efectuou aos concelhos. "Constatei que o sector vivia dificuldades graves e que, só com um projecto de revitalização, será possível dar-lhe nova vida", explicou ao JN.
O IAPMEI mostrou-se sensível aos problemas detectados pelo governador e estará na disposição de apoiar a estratégia que venha a ser encontrada para o desenvolvimento do sector.
José Miguel Medeiros sublinhou ainda que, durante a reunião, foi realçado o papel que poderão ter os futuros apoios comunitários, mas também as mudanças que o novo QCA terá. "O Estado e o IAPMEI poderão surgir como companheiros (das empresas) junto da banca e do capital de risco, mas terão que ser os empresários a desenvolver estratégias sustentadas", explicou.
Uma vez conhecidos por todas as partes os problemas, as dificuldades e as potencialidades do sector, serão, nas próximas semanas, elaborados projectos que o IAPMEI vai analisar.