A administração da Transtejo/Soflusa e os sindicatos que representam os trabalhadores da empresa voltaram a reunir, ontem de manhã, para analisar as propostas apresentadas por ambas as partes, de forma a ultrapassar o conflito que já originou , nos últimos meses, mais de uma dezena de greves nas ligações fluviais entre o Barreiro e o Terreiro do Paço, em Lisboa.
José Oliveira, membro do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Ferroviários, adiantou ao JN que o encontro serviu "para trocar opiniões sobre algumas divergências". No entanto, explicou o sindicalista, só deverá ser conhecida uma decisão mais conclusiva no próximo dia 2 de Março, data para a qual está agendada nova reunião.
Ainda assim, neste encontro foram "apontados alguns caminhos para uma solução e já chegámos a acordo sobre parte importante das questões que estão a ser negociadas", frisou José Oliveira.
O responsável lembra que os sindicatos estão a participar num processo negocial que passa muito por medidas de gestão que dizem respeito à empresa. "Há ainda algumas questões difíceis que estão associadas a assuntos financeiros que têm que ser analisadas", concluiu.
Em comunicado, a adminsitração da Transtejo/Soflusa considerou, por seu turno, que foi possível nesta reunião "introduzir aperfeiçoamentos que estão agora em fase de apreciação". Realçou, porém, não ter sido fácil "garantir a adesão de todos os sindicatos à solução preconizada pela empresa". Em causa estão garantias de respeito pelo modelo organizativo adoptado para as tripulações, no que diz respeito a aspectos de hierarquia da equipa, funcional e remuneratória e à sua disciplina de trabalho. Luís Geirinhas