O rastreio gratuito à obesidade a adultos e crianças, levado a cabo, durante a manhã de ontem, pelo hospital de S. Louis, em Lisboa, não correu de acordo com o desejado. Das 20 pessoas que se inscreveram, apenas 10 compareceram.
O problema, revelou ao JN, João Sampaio, o médico responsável pela área da obesidade naquela unidade hospitalar, residiu na pouca divulgação da iniciativa. "Estamos a pensar efectuar um novo rastreio no final deste ano mas, desta vez, com um período de dois meses de informação prévia sobre a iniciativa", revelou o clínico.
Das 10 pessoas que resolveram ontem comparecer ao rastreio, 80% apresentaram um grau de obesidade severo, ou de nível três, disse o nutricionista. "Existem três graus de obesidade e estas pessoas estavam no último, o mais complicado de tratar", explicou João Saraiva, adiantado que a maior parte destes obesos decidiu que vai ser acompanhada por médicos para se tratarem. "Quando saíram daqui, marcaram logo uma consulta", revelou.
O rastreio de ontem foi gratuito e a intenção foi também dar a conhecer à população em geral que o hospital de S. Louis tem, desde há dois anos, uma consulta de obesidade. À qual comparecem doentes de quase todo país - devido a acordos com várias seguradoras -, com a excepção de Lisboa.
Ao rastreio que o hospital irá levar a cabo no final deste ano, o médico espera que compareçam entre 50 a 80 pessoas, um número que já era esperado ontem. No final da iniciativa, João Sampaio espera poder reunir dados suficientes para levar a cabo um estudo sobre obesidade, que inclua também a capital. MC