A Junta Metropolitana do Porto (JMP) quer que o Governo defina, por escrito, num contrato de investimento quais as obras do metro que são para avançar e quando. O documento que pretende comprometer a Administração Central fará parte da contraproposta que os autarcas vão apresentar, dentro de algumas semanas, ao ministro das Obras Públicas.
Mário Lino revelou, na semana passada, aos membros da JMP que o Governo tenciona congelar os financiamentos paraas novas linhas até 2009 e assumir uma posição maioritária na Metro do Porto. Na resposta ao ministro, os autarcas vão insistir na defesa do actual modelo de financiamento e gestão (em que a Junta Metropolitana tem maioria) e contestar o calendário de obras proposto para as linhas de Gondomar e da Boavista, a extensão a Laborim e a duplicação do troço Trofa-ISMAI. As segundas linhas de Gaia e da Maia e a extensão a Leça da Palmeira, programadas para a segunda fase da rede, não chegaram a ser discutidas com o governante.
"O cronograma de obras é inaceitável", afirmou, ontem, Rui Rio, presidente da JMP, no final de uma reunião com os autarcas, dominada pela discussão do futuro do metro. O líder da Junta começou por avisar os jornalistas que, sobre o metro, falaria "com cuidado" para não gerar desentendimentos nem "guerras com o Governo".
Acordar calendário
A Junta quer, antes de mais, que o Governo execute as obras acordadas e que não as arraste no tempo. Por isso, na contraproposta a elaborar vai apresentar um cronograma próprio, com indicações do estado em que se encontra o projecto de cada uma das ligações. "Há linhas que já podem ir a concurso, mas há outras em que ainda é preciso acabar os estudos", esclareceu Rui Rio.