A Ponte Maria Pia está em risco. O vereador da Câmara gaiense, Guilherme Aguiar, sublinhou, anteontem à noite, que o acordo, assinado em 2004 entre a Refer e as autarquias de Gaia e do Porto, para a transformação da travessia sobre o rio Douro em via pedonal não se realizou por falta de condições de segurança.
"O convénio não foi executado até agora, porque a Ponte Maria Pia não oferece condições de segurança", explicou o autarca, perante os deputados da Assembleia Municipal de Gaia. Para a concretização do protocolo, a Refer teria de fazer investimentos avultados na estrutura. "Agora, a nova Administração da Refer diz que a ponte de Maria Pia é para o TGV. Espero que o TGV saiba nadar", ironizou, numa referência ao diferendo entre a Câmara e a Refer que envolve dois dossiês a conclusão da Circular do Centro Histórico de Gaia e a beneficiação da envolvente da degradada estação das Devesas.
Além destas obras, o social-democrata explicou que a actual Administração da empresa deixou cair, também, a passagem desnivelada da Granja. Recorde-se que a Câmara admite processar a Refer, se esta mantiver a decisão de não ceder o canal necessário na estação de General Torres para a conclusão da circular.
Na mesma sessão e perante as dúvidas dos deputados, o vereador Mário Fontemanha referiu que o Município de Gaia está a negociar um abaixamento do preço pela deposição de cada tonelada de lixo na Suldouro. A proposta situa-se entre os 19 e os 20 euros. O custo actual ascende a 26 euros - um valor contestado pelas autarquias de Gaia e de Santa Maria da Feira.
Como o aterro de Sermonde só tem uma vida útil de três anos e oito meses, estuda-se a hipótese de adesão à Lipor. Se tal não for possível, avançará o projecto de construção de um novo aterro, que ficará em Santa Maria da Feira. Caso se concretize a adesão à Lipor, Mário Fontemanha esclareceu que as duas autarquias recusam a execução de novos aterros nos seus territórios. CSL