Uma família de Vieira de Leiria, concelho da Marinha Grande, passou ontem por uma situação, no mínimo, insólita. Na véspera, recebera da parte do Hospital de Leiria a informação de que o seu familiar, que ali se encontrava internado, tinha falecido. Foi preparado o funeral e, ontem de manhã, quando a urna com o cadáver chegou e se iniciava a cerimónia fúnebre, os familiares constataram que o falecido era uma pessoa desconhecida. Albano Pedrosa estava, afinal, vivo, mas, devido a uma troca de camas, encontrava-se internado e identificado com o nome de outra pessoa. O Hospital de Leiria já assumiu o erro (ver caixa).
"Foi um choque quando se abriu o caixão, constatámos que a pessoa que ali estava não era da família". Fernando Antunes, neto de Albano Pedrosa, de 75 anos, relatou, desta forma, o que considerou ser um dos episódios mais "embaraçosos" que aconteceram na sua família.
Eram cerca das 10 horas de ontem quando a urna chegou à casa mortuária da Vieira, para se dar início às cerimónias fúnebres do seu avô que, segundo informação do Hospital, teria falecido na véspera. Mas, "afinal, organizámos o funeral a um desconhecido", sublinha.
O choque da família começou no sábado de manhã. Cerca das 9.30 horas, a mulher de Albano Pedrosa recebeu um telefonema do Hospital de Leiria, dando-lhe conta de que o marido morrera. Meia hora depois, um novo telefonema do hospital corrigia a informação, dizendo que, afinal, estava vivo e que tinha havido um erro informático. Meia hora depois, um novo telefonema, também do hospital, voltava a insistir na primeira informação. "Disseram que o meu avô estava morto e que podíamos tratar do funeral", contou, ao JN, o neto.
A família contactou a agência funerária, alertou os outros familiares e organizou o enterro, que teria lugar ontem, pelas 12.30 horas.