Os elementos que se demitiram da Direcção da Associação de Comerciantes do Porto, em Janeiro passado, vão avançar com um pedido de impugnação das eleições marcadas para hoje. O sufrágio foi marcado para escolher apenas cinco elementos, de forma a completar a Direcção, que ficou reduzida à presidente, Laura Rodrigues, e ao tesoureiro, António Brandão, na sequência da saída, em bloco, dos restantes directores (Pedro Mata e Carlos Andrade, vice-presidentes, Nuno Camilo , secretário, Artur Ribeiro, vice-secretário, e Arnaldo Soares, vice-tesoureiro).
Segundo conseguimos apurar, os demissionários baseiam-se em dois argumentos essenciais para fundamentar a impugnação.
Em primeiro lugar, recordam o facto de Laura Rodrigues (que continua como presidente) não ter as quotas em dia a 31 de Dezembro do ano passado, o que não lhe permitiria, segundo os estatutos, fazer parte dos cadernos eleitorais. Em segundo lugar, sublinham que a lista de cinco nomes que foram apresentados para o sufrágio de amanhã ter já registado uma baixa. Uma das pessoas que deveria passar a integrar a Direcção (só há uma lista concorrente) desistiu, já depois da lista ter sido entregue à Assembleia Geral e divulgada conforme o estipulado.
Providência cautelar
Os demissionários continuam à espera, ainda, da resposta à providência cautelar que interpuseram, no tribunal, para tentar impedir o acto eleitoral, uma vez que entendem que o sufrágio deveria ser global, ou seja, deveria servir para escolher todo um novo elenco directivo e não apenas os cinco substitutos de quem se demitiu.