Associação de Comerciantes do Porto (ACP) foi ontem a votos. Umas eleições que serviram para completar a Direcção presidida por Laura Rodrigues, desfalcada pela demissão de cinco directores. O acto eleitoral teve uma participação qualificada de "normal" pela dirigente, mas sobre o qual ainda impende uma providência cautelar, interposta pelos directores demissionários, situação que Laura Rodrigues desvalorizou. "Estou tranquila", diz.
A urna de votos apenas encerrou à meia-noite, mas duas horas antes Laura Rodrigues salientou, ao JN, que se ultrapassara já a votação de Maio do ano passado, quando foi eleita com "mais de 70 votos". "É normal a participação ser menor com apenas uma lista", justificou.
Um pouco mais preciso foi Arnaldo Soares, vice-tesoureiro demissionário, que, a meio da tarde, garantiu ao JN que tinham entrada na urna "apenas sete votos" e lembrou que a associação tem mais de três mil associados.
Arnaldo Soares recordou que o acto eleitoral "foi impugnado" e, por outro lado, ainda é aguardada a sentença do Tribunal sobre a providência cautelar que foi interposta para impedir este escrutínio. "Caso o Tribunal nos dê razão, estas eleições são anuladas", considerou.
O acto eleitoral na Associação dos Comerciantes do Porto foi espoletado pela demissão em bloco de cinco directores (Pedro Mata e Carlos Andrade, vice-presidentes, Nuno Camilo, secretário, Artur Ribeiro, vice-secretário e Arnaldo Soares, vice-tesoureiro), que entraram em ruptura com a presidente da ACP, Laura Rodrigues.