Do PSD/Porto parte um apelo específico à Comissão Política Nacional que a defesa da regionalização não seja excluída do programa do partido, no âmbito da revisão em curso. O receio, que deu origem à moção apresentada pela Concelhia, é o de que o PSD não mantenha as orientações que constam, hoje, do documento. A Distrital, cujo líder Agostinho Branquinho é coordenador-adjunto daquele processo de revisão, já manifestou apoio à moção e prometeu bater-se para que a matriz programática continue a incluir a reforma administrativa e a necessária descentralização.
A moção subscrita pela Comissão Política do Porto, aprovada no último plenário de militantes, chegará às mãos do presidente do partido, Marques Mendes, e do coordenador da revisão do programa do PSD, Pinto Balsemão. O plenário deliberou "apelar à Comissão Política Nacional para que não seja excluída do programa do partido a defesa, firme e inequívoca, de uma administração pública descentralizada, o progresso regional equilibrado e um processo regionalizador administrativo do continente".
O PSD/Porto destaca, precisamente, que o actual programa defende que "uma nova era se abre à afirmação do poder local, como garantia de uma administração pública descentralizada, de intervenção política e cívica dos cidadãos e de progresso regional equilibrado, sem esquecer o processo de regionalização administrativa, que deve ser um factor de coesão entre os portugueses".
Segundo apurou o JN, num recente encontro entre o Conselho Consultivo da Concelhia com Carlos Coelho, também coordenador-adjunto da revisão do programa, não ficou claro que a regionalização iria manter-se.
Contactado pelo JN, Branquinho prometeu "tudo fazer para que não se desvirtue aquilo que é a matriz programática do PSD, de que fazem parte a questão da regionalização, as autonomias regionais e a descentralização". É uma questão histórica, sublinha, notando que "foi por proposta concreta do PSD que a regionalização está hoje na Constituição".