O primeiro Instituto Fraunhofer fora da Alemanha vai nascer muito em breve na Universidade do Porto. O orçamento anual do centro de pesquisa, entre 2007 e 2009, será de seis milhões de euros, assegurados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). O Fraunhofer tornou-se famoso por inventar o mp3 e por ter "produzido" prémios Nobel.
A partir de Junho de 2008, o Fraunhofer irá arrendar um espaço de 1800 m2 num "ninho de empresas" que a Universidade do Porto já tinha projectado há muito para o pólo universitário da Asprela, junto à saída do metro da Faculdade de Psicologia. A construção irá arrancar ainda este mês ou em Agosto. Até essa data. o Instituto alemão irá ficar num espaço, arrendado pela Universidade, entre o Jardim Botânico e o Centro de Computação da Faculdade de Ciências, na zona do Campo Alegre.
O Instituto do Porto vai dedicar especial atenção ao desenvolvimento de tecnologias, conteúdos e serviços orientados para cidadãos menos qualificados, idosos e cidadãos com necessidades especiais.
No contexto da investigação aplicada para clientes industriais e governamentais, o Instituto vai desenvolver conceitos e tecnologias de informação e comunicação para "Ambient Assisted Living". Segundo Jorge Gonçalves, vice-reitor da Universidade do Porto, a eventual parceria do Fraunhofer com a Sonae Sierra e outras indústrias do país são caminhos óbvios para que a instituição encontre fontes de financiamento para projectos que, sobretudo numa fase inicial, poderão ser suportados pela casa-mãe na Alemanha. O equipamento de investigação que não seja coberto pelo orçamento proveniente da FCT também será financiado pelo Fraunhofer
A equipa do Instituto Fraunhofer do Porto será composta por um director e 40 investigadores. Segundo Jorge Gonçalves, vice-reitor da Universidade do Porto, a escolha do director terá lugar através de entrevista a candidatos alemães e portugueses. O futuro director passará a ser também professor da Universidade do Porto, a menos que, obviamente, já o seja. Os investigadores poderão ser de qualquer nacionalidade, mas a tendência será a de contratar portugueses e alemães.