Aqueda de parte de uma varanda no Bairro de S. Roque da Lameira, no Porto, lançou, anteontem à noite, o pânico no Bloco 10. "Estava na sala quando ouvi o estrondo. Ainda pensei que tivesse caído um armário que temos na varanda, mas, ao ver o que tinha acontecido, comecei a gritar, pois por pouco que os pedaços de betão não atingiam o vizinho do rés-do-chão. É preciso que a Câmara do Porto faça obras urgentes no bairro", afirmou, ao JN, Ana Maria Marinho, moradora na casa 52 daquele bloco. A autarquia, por seu lado, sublinhou, ao JN, que a varanda foi reparada ontem e "não oferece perigo".
Ana Maria Marinho regressou ao bairro (onde já vivera 19 anos) há apenas três meses, após ter pedido transferência do Bairro Machado Vaz, onde "já não aguentava alguns vizinhos".
"Desde o início que tinha receio. Quando ia estender a roupa via pedaços de betão a quererem soltar-se. Como havia um senhor no rés-do-chão, que estava sempre na rua sentado num banco, tinha receio que lhe caísse alguma coisa em cima. Mas ele vivia sozinho e acabou por ser levado para um lar", recordou Ana Maria Marinho.
Maria de Fátima Ribeiro, moradora no bloco 10 há cerca de oitos anos, sublinhou, por seu lado, que "há alguns anos, após um grande temporal, a varanda não deu escoamento à água da chuva e inundou a casa, transbordando para a vizinha de baixo. Esteve cá um funcionário da Câmara do Porto que, ao tentar abrir um buraco pequeno para a água sair, acabou por desprender parte do betão da varanda e teve de meter um tubo de plástico. Desde então que as coisas pioraram", afirmou.
"Muito degradado"