Os cinco municípios que serão parcialmente alagados pela albufeira da futura Barragem do Tua vão estabelecer uma estratégia de desenvolvimento turístico para o futuro espaço hídrico. A ideia surgiu do Presidente da Câmara Municipal de Alijó, Artur Cascarejo, e pretende agregar, no mesmo plano, as câmaras de Vila Flor, Murça, Carrazeda de Ansiães e Mirandela.
"Queremos aproveitar o espelho de água que vai ser criado na barragem hidroeléctrica do Tua para fins turísticos. Uma área de lazer que sirva igualmente as populações locais", explica Artur Cascarejo.
O autarca de Alijó pretende uma parceria em que envolva as cinco câmaras, num total de dezassete freguesias, para além da EDP "Pretendemos rentabilizar este investimento de forma a que a barragem não seja apenas aproveitada para fins hidroeléctricos, constituindo-se igualmente numa oportunidade de desenvolvimento sustentado".
Em relação ao concelho de Alijó, as populações beneficiadas com este aproveitamento seriam S. Mamede de Ribatua, Safres, Amieiro, Franzilhal, e Carlão. "Estas localidades vão ficar com um espelho de água extraordinário", sublinhou Artur Cascarejo. O autarca pretende ainda promover nesta albufeira uma outra atracção. " Este recurso permite-nos criar um outro tipo de oferta turística, que são as Escarpas do Tua. Algo totalmente diferente do Douro, do rio Pinhão e de outros rios. São escarpas lindíssimas, telúricas em estado selvagem e únicas em Trás-os-Montes e Alto Douro".
A construção da barragem, está prevista a 1250 metros da foz do rio Tua. Representa um investimento de 237 milhões de euros. Irá produzir 350 gigawatts de energia por hora, ou seja, o equivalente ao consumo médio de uma cidade com 80 mil habitantes.