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Urbanização de luxo no Fluvial continua a levantar dúvidas

Publicado

Inês Schreck
 

Aurbanização que está a nascer junto ao complexo desportivo do Fluvial, no Porto, continua a levantar dúvidas. Os moradores da Rua da Granja do Lordelo, "emparedados" pelos novos prédios, acusam a Câmara de ter aprovado recentemente alterações ao projecto que os prejudicam. O presidente da Junta de Freguesia de Lordelo do Ouro, Alberto Lima, quer saber o que se passa e pediu, na semana passada, esclarecimentos ao vereador do Urbanismo.

"Enviei uma carta ao vereador Lino Ferreira a perguntar se houve ou não alterações ao projecto. Ao que parece, vão deixar de construir uma infra-estrutura para lojas que viabilizaria a Rua da Granja do Lordelo, que está degradada e abandonada", contou, ao JN, Alberto Lima. No projecto que o presidente da Junta de Freguesia conheceu, através de uma maqueta esteve exposta no Fluvial, as lojas do complexo urbanístico ficariam situadas junto à escarpa delimitada pela Rua da Granja do Lordelo.

"Pelos vistos, vão usar o local onde está o stand de vendas para as lojas e não vão fazer qualquer investimento na rua", referiu Alberto Lima, que ainda não recebeu resposta da Autarquia.

Os moradores daquela via são os mais preocupados. Estão a assistir ao nascimento do terceiro bloco que, segundo garantem, está mais próximo das casas do que o previsto. "Aqui à frente, iam fazer as lojas, pelo menos era o que tinham aprovado na Câmara em 2006, mas agora podemos ver que estão a fazer as garagens do prédio mesmo aqui em cima", aponta Maria Helena Oliveira, à porta de casa, que não dista mais de cinco metros do futuro edifício. Dentro em breve, "vamos perder a privacidade toda" e deixar de poder espreitar da janela para o vizinho rio Douro.

Já não é a primeira vez que os moradores da Rua da Granja do Lordelo contestam a urbanização, com frente para a Rua de Aleixo Mota. A altura dos três prédios - sete andares - motivou os primeiros protestos em Maio de 2006. Naquela data, a Câmara e a empresa promotora garantiram a legalidade do empreendimento. O presidente da Autarquia, Rui Rio, chegou a admitir que a urbanização "terá excesso de volumetria", mas alegou que o assunto já estava decidido quando assumiu o mandato, em 2002, e que o promotor gozava de direitos adquiridos.

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