Desapareceram durante seis anos, mas o final dos James nunca foi oficialmente decretado. Na verdade, eles não acabaram com a banda, antes decidiram acabar com o sentimento de estarem fartos deles próprios e do negócio todo. Os James foram uma das bandas de maior êxito do pop/rock entre os anos 80 e 90. Temas como "Sit down", "Laid" ou "Born of frustration" fizeram disparar vendas e digressões. Hoje, estão de volta aos palcos e ao negócio com uma "atitude muito diferente", segundo contou o baixista Jim Glennie ao JN. Quanto a discos, lançaram recentemente uma compilação de singles com duas canções novas, "Fresh as a daisy - the singles", e preparam um álbum de originais para 2008. Esta noite, no palco do Festival do Sudoeste, vão tocar, pelo menos, dois temas desconhecidos.
JN|O que aconteceu para quererem trazer os James de volta?
Jim Glennie| Em Novembro passado, começámos a fazer umas jam sessions só para passar um bom bocado e ver como corria. Sem pressão. Correu tudo muito suavemente e pensámos que tínhamos que fazer alguma coisa com aquilo não com o facto de os James regressarem, não, mas fazer algo com as canções novas. Foi muito excitante.
Estão prontos para as inevitáveis comparações entre os velhos e os novos James?
Isso vai sempre acontecer, não vai? Na música, podes simplesmente fazer o teu trabalho que a imprensa dirá sempre o que lhe apetecer, especialmente na Grã-Bretanha. É uma daquelas coisas que não podes prever. Há períodos em que a imprensa te adora e outros em que se volta contra ti. Até agora, tem sido bastante boa, mas tentamos fazer com que isso não nos afecte, porque está fora do nosso controle. A imprensa musical do resto do Mundo é diferente, porque na Grã-Bretanha, a lógica é mesmo má baseia-se na moda, naquele que é o sabor da semana e isso está sempre a mudar e parece não ter nada a ver com música. É claro que não é tudo assim, também temos bons jornais de música.