A 11.ª edição do Festival Sudoeste terminou às primeiras horas de hoje. Ao longo de quatro dias, tudo parece ter corrido dentro das expectativas mais optimistas. O público compareceu numa média de 40 mil por dia e viram-se mais de seis dezenas de actuações distribuídas por três palcos.
Na noite de anteontem, Sérgio Godinho veio à Zambujeira e, em menos de uma hora, apresentou material do seu recente disco - como "Só neste país", por exemplo - e os habituais 'hits' como "O primeiro dia" ou "Com um brilhozinho nos olhos". Sam The Kid, pouco depois, esteve ainda melhor e chegou, inclusive, a protagonizar a actuação mais aplaudida dessa noite.
Em simultâneo, o palco secundário recebeu a presença da 'glam-pop' barroca de Patrick Wolf, pinta de 'pop star' efeminada que só lhe fica bem. Escassos meses após ter estado por cá, Wolf já possui um lote considerável de fãs.
Seguiu-se, então, a grande palhaçada do festival uma formação de tributo aos Pink Floyd com o nada imaginativo nome Australian Pink Floyd. A simples ideia de bandas tributo é algo que causa urticária a todo aquele que tenha o mínimo de senso. Uns gajos que se limitam a interpretar repertório de outrém? O melhor é não levar a coisa a sério. Mas contratar uma banda dessas e colocá-la no palco principal de um grande festival é uma ideia absurda - quantos ficaram de fora por causa deste fingidores? Curiosamente, não faltou quem desse mostras de apreciar a palhaçada - ou, então, a perturbação de sentidos era tanta que se convenciam que era mesmo Waters e Gilmour que estavam em palco...
Musicalmente falando, não há muito a dizer. Os australianos limitaram-se a tocar peças como "Shine on you crazy diamond", Time", "Money" ou, entre muitas outras "Wish you were here". Todavia, não deixou de ser impressionante reparar que o vocalista tinha a voz rigorosamente igual à de Gilmour durante "Learning to fly".