A XIV edição da Bienal de Cerveira que hoje se inaugura, pode ser visitada até 29 de Setembro e conta com a participação a concurso de 109 artistas de 34 países.
Este ano, a par de uma mostra de artistas da Escola de Paris, sobretudo do pós-guerra, o tema é " Novas Cruzadas ": "... as diferenças culturais entre o Ocidente e o Médio Oriente, e as implicações sociais, políticas, religiosas e económicas que isso representa para os países ricos."
Simultaneamente ocorrem um conjunto de eventos. Homenageiam-se Júlio Resende, Marguerite e Aimé Maeght. Aimé Maeght foi galerista em Paris, tendo convivido com nomes como Bonnard, Matisse, Braque, Miró, Calder e Giacometti. A sua Fundação tornou possível, agora, a mostra de obras destes artistas em Cerveira.
Pode ser visto um outro conjunto de exposições "Arquitectura à margem", comissariada por Nuno Pereira da Silva que nos mostra a arquitectura contemporânea com acento nos temas Habitat - Cidade - Tectónica - Sustentabilidade; "Outdoor Digital", comissariada por Silvestre Pestana, incidindo sobre trabalhos de Ana Soler, Kako Castro e Mineo Aayamaguchi; "Grafos y Matemas" é uma isntalação vídeo, numa selecção de Sol Alonso.
Relativamente às intervenções de rua, o Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro apresentou uma iniciativa comissariada por João Mota, um conjunto de representações de trabalhos de alunos e professores através de um artefacto criado por Francisco Providência, os "plinto-posters" constituídos por dois painéis verticais curvos de 200 x 150 cm. Foram instalados 10 "plinto-posters" no espaço público de Vila Nova de Cerveira, disseminados por locais de passagem dos visitantes durante a Bienal.