O Ministério da Educação tem de retirar os postes de alta tensão que existem na Escola Básica 2,3 de Pinhal de Frades, Seixal, e dotar aquele estabelecimento de um pavilhão gimnodesportivo, exigem os autarcas e a associação de pais. As duas questões são levantadas pela comunidade educativa desde a inauguração da escola em 1995.
"Não tinha nenhum sentido construir uma escola com cabos de alta tensão, independentemente de poder ser assegurado que não há nenhum problema directo para a saúde das pessoas", salientou ao JN o presidente da Câmara do Seixal, Alfredo Monteiro, referindo que a solução passa pelo desvio dos postes de alta tensão ou pelo enterramento dos cabos.
"É um caso perfeitamente inusitado, que não tem explicação e a resolução do problema é apenas uma questão financeira", frisa o autarca, lembrando que neste processo está envolvido o Ministério da Educação e a Rede Eléctrica Nacional.
"Mesmo sendo um problema do Governo, a Câmara está disponível para participar na solução", garante Alfredo Monteiro, acrescentando que está a aguardar que o director geral de Educação de Lisboa e Vale do Tejo agende uma reunião com a autarquia e a comunidade educativa. O edil do Seixal alerta também para a necessidade de se construir um pavilhão desportivo na 2,3 de Pinhal de Frades, enaltecendo que "todas as escolas devem ter equipamentos desportivos". A questão foi lançada ontem pela presidente da Associação de Pais, Cecília Costa, na cerimónia de inauguração das novas valências da escola básica do 1º Ciclo e Jardim-de-Infância de Pinhal de Frades. "A escola tem uma dúzia de anos e aquelas crianças e aqueles professores de educação física não têm condições para essa disciplina", avançou a educadora, realçando que é preciso "unir esforços para que a 2 e 3 tenha um ginásio". Para resolver esta questão, a Câmara do Seixal também já se mostrou disponível para financiar e avançar com a obra. "Esse o desafio que tenho lançado ao Ministério da Educação, sem resposta até agora, que a Câmara está disponível para substituir o Ministério e avançar com a obra, mas esse financiamento tem depois de ser pago, porque é uma competência do Ministério da Educação", adianta o autarca. "Ao Ministério da Educação, que nunca devia ter construído uma escola com postes de alta tensão por cima, exigimos o polidesportivo e que sejam retirados aqueles postes", salientou também a presidente da Junta de Freguesia de Arrentela, Teresa Nunes. Quatro novas salas de aula, um refeitório, uma área polivalente e um parque infantil foram as valências inauguradas ontem na escola básica do 1º Ciclo de Pinhal de Frades, num investimento camarário de um milhão de euros. Sandra Brazinha