Mais de 300 cidadãos estrangeiros foram ontem identificados, no decorrer de uma operação de fiscalização coordenada pelo Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, que envolveu cerca de 300 elementos de várias forças de segurança, e que decorreu no eixo entre a Alameda Afonso Henriques e o Poço do Borratém, com incidência nas zonas do Intendente e Martim Moniz, na capital.
Ao JN, Paula Monteiro, porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, indicou que a acção surgiu na sequência de várias queixas de comerciantes e transeuntes, que temem pela sua segurança, embora os números disponíveis indiquem que não se registou um aumento de criminalidade. A intervenção visou, segundo a responsável policial, "devolver aquelas zonas aos cidadãos".
Durante cerca de três horas - das 11.30 às 14.30 - aqueles locais foram alvo da acção de agentes da PSP com o auxilio do Corpo de Intervenção, Polícia Municipal, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Autoridade da Segurança Alimentar e Económica (ASAE), Autoridade para as Condições do Trabalho, Inspecção Tributária e Câmara Municipal de Lisboa.
Segundo Neto Gouveia, da PSP, estas entidades trabalharam durante dois meses numa investigação, que culminou nesta operação. A fiscalização incidiu sobre a prostituição, pequeno tráfico de droga, comércio, permanência ilegal no país, pensões e albergues, e, de uma maneira geral, locais onde ocorrerem altercações.
"É claro que concordo com estas acções", afirmou veementemente Carlos Souto, proprietário do restaurante Luar de Janeiro, no Intendente, que durante duas horas viu o seu estabelecimento guardado por policias, enquanto aguardava pela inspecção.