Os comerciantes do ramo alimentar da feira semanal de Viana do Castelo que deixaram os espaços há muito ocupados no Campo da Agonia pelo piso superior do antigo edifício da EPAC, onde está instalado o mercado municipal, estão descontentes com a alternativa que lhes foi proporcionada pela Autarquia.
Segundo os feirantes, o negócio "não está a correr pelo melhor", devido à "escassa afluência de clientes". A Federação Nacional das Associações de Feirantes (FNAF) recebeu, ontem, queixas de diversos empresários, que se afirmaram "alarmados" com os prejuízos, receando os comerciantes que a feira de Viana do Castelo - suspensa durante o mês de Abril para obras no Campo da Agonia - possa "perder impacto", caso se concretize a intenção, já manifestada pelo Município, de lhe retirar, definitivamente, o sector alimentar.
"Dizem que no mercado não fazem negócio e que não compensa a deslocação que têm de efectuar, muitos deles vindos de bem longe. E para Viana do Castelo, que era das melhores feiras que tinham até agora", assinalou Fernando Sá, presidente da FNAF.
Desistências
A título de exemplo, disse que, ontem, "um feirante tinha em caixa apenas três euros, ao final da manhã". De acordo com o dirigente, os produtos alimentares servem "como âncora" para uma feira e, se os retirarem, "esta vai ressentir-se, no futuro", considerou, asseverando que empresários há que "desistiram já" do certame semanal de Viana do Castelo, não tendo sequer "tentado experimentar o espaço". Confrontado com as preocupações dos feirantes, o presidente da Câmara vianense, Defensor Moura, informou que, no mercado municipal "há informação para os utilizadores sobre os sectores instalados no piso superior".