O Sporting está na final da Taça de Portugal ao vencer um jogo louco em Alvalade com oito golos e depois de estar a perder por dois, ao intervalo. À menor condição física, os leões responderam com uma entrega impensável para quem viu a primeira parte e marcaram cinco golos em 24 minutos.
Com duas surpresas, Adrien no lado do Sporting e Di Maria no dos encarnados, as duas equipas abordaram o jogo com o mesmo sistema táctico.
De um lado, o Sporting, tolhido por duas razões o menor tempo de recuperação e pela necessidade de recuar Miguel Veloso para o centro da defesa, o que descoordenou o meio-campo, dado que falta clara rotina a Adrien.
Do outro lado, um Benfica com duas opções de Chalana, que se viriam a revelar acertadas a inclusão de Di Maria, conferindo velocidade e posse de bola ao sector mais avançado da equipa e a mudança no meio-campo, deixando Binya no banco por troca com Maxi Pereira, tendo maior disciplina táctita ao lado direito da equipa.
Com estas condições, apesar de algum equilíbrio inicial em que ambas as equipas procuraram assentar jogo, foi o Benfica que tomou as rédeas da sessão. Os rasgos produzidos pela velocidade de troca de bola do meio-campo, em que se incluíam, amiúde, os laterais, despedaçavam o lento e demasiado respeitador miolo dos leões, sobretudo na discussão da posse de bola. Ao mesmo tempo, aproveitavam as debilidades físicas dos leões e faziam-nos correr atrás da bola. E aí, apareceram Rui Costa e, sobretudo Di Maria que, depois de ter simulado uma grande penalidade, abriu o jogo e numa jogada combinação de futsal abriu as portas do golo ao maestro, perante o olhar impávido de Miguel Veloso e companhia.