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Torres afronta juíza e procurador do MP

Publicado

Nuno Miguel Maia
 

Avelino Ferreira Torres queria manter-se em silêncio, mas não conseguiu. O polémico ex-autarca do Marco de Canaveses chegou ao ponto de afrontar os magistrados que estão a julgá-lo. "O senhor procurador fala muito alto, mas a mim não me mete medo", disse. E instado a acalmar-se pela juíza, foi ainda mais desafiador "A senhora juíza tapa-me a boca, mas não vai dizer-me como vou falar! Não admito ao senhor procurador nem a V. Exa lições de moral. Eu sou uma pessoa educada!" Isto depois de ter acusado o procurador do Ministério Público, Remísio Melhorado, de ser "tendencioso" - por não ter acusado, também, José Faria, o seu ex-homem de confiança.

Em tom irritado, a juíza Teresa Silva mandou-o calar-se e dirigir--se ao tribunal "nos termos mais correctos, da próxima vez". Mas fora do tribunal, aos jornalistas, disse que o procurador não podia falar às testemunhas "como se estivesse a guardar cabras" e repetiu o desafio à juíza.

Avelino aludia à inquirição de que foi alvo a sua ex-chefe de gabinete, a única pessoa ontem ouvida, na sequência da opção do arguido pelo direito ao silêncio. Assunção Aguiar - constituída assistente no processo, após ver o seu caso arquivado como arguida - visou descredibilizar José Faria, a principal testemunha contra Torres, há 10 dias no Brasil.

Tentando negar que Faria fosse testa-de-ferro em negócios de terrenos em que Avelino não poderia estar envolvido como autarca, disse que o "sr. presidente é que lhe emprestava dinheiro" e referenciou o funcionário autárquico como negociador de terrenos por conta própria.

Depois, disse que Faria deveria "estar a ser pago para fazer mal às pessoas" e que a sua necessidade de dinheiro se deve ao facto de "ganhar mil e gastar dois mil". "Em quê?", quis saber a juíza. Aí, aparentemente perturbada, disse ter medo de falar por causa de "ameaças" por parte da família - negadas ontem pelo irmão, Joaquim. Mas lá foi adiantando que Faria teria gastos de "vida nocturna, comprar e vigiar pessoas". Acusou-o também de "falsificação" e de ainda hoje "fazer o que quer na Câmara". O julgamento prossegue no próximo dia 30.

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