A decisão, diziam os seus apoiantes, só seria tomada depois de sentir o "pulso" do partido no Conselho Nacional de ontem. Mas, desde que aterrou em Lisboa, Alberto João Jardim, que até aí estava receptivo a ser o candidato da ala santanista e menezista, foi mudando a sua convicção. E à noite, Santana Lopes deu mais um passo no seu tabu, dizendo aos jornalistas não ser ainda adequado revelar se é ou não candidato. À porta fechada, segundo apurou o JN, o líder regional terá manifestado apoio a uma candidatura de Santana Lopes, criticando a opção por Ferreira Leite.
Durante o dia, porém, as pressões e manifestações de apoio tinham sido favoráveis a Jardim. Os primeiros apoios de peso saíram de um almoço entre Marco António Costa e Carlos Carreiras, os líderes do PSD/Porto e Lisboa, estruturas que reúnem 48 mil militantes. Ambos admitiram que se Jardim entrar nesta corrida pode contar com o carinho dos militantes das duas distritais.
O secretário-geral do PSD, Ribau Esteves, participou nesse almoço em que o presidente do PSD/Braga, Vírgilio Costa, recusou fazer parte. "Os militantes devem falar nas sedes, em ambientes discretos e de grande cordialidade, à vista dos militantes. É a circunstância de se refugiarem num hotel e permitirem o circo mediático que não merece a minha aprovação", justificou. Já Mendes Bota, líder do PSD/Algarve, manifestou simpatia por uma candidatura de Jardim.
Jardim também partia para o Conselho Nacional já com os apoios dos deputados eleitos pelo círculo da Madeira. "Tem perfil e capacidade para dirigir o partido", reafirmou Guilherme Silva. "Tem as condições políticas e pessoais indicadas ao exercício dessa liderança", concordou Coreia de Jesus. "Seria excelente!", sintetizou Hugo Velosa.
E até o já assumido candidato Patinha Antão, embora não desista da corrida, admitiu que o líder do PSD/Madeira poderia ser uma "segunda escolha".