"Não violei ninguém. Só pode tratar-se de uma vingança, porque ela era amiga da minha namorada e deve ter ciúmes. Só lhe sei dizer que tinha bebido muito e, nessa circunstância, como se pode violar alguém?" O aluno, como ontem noticiámos, foi acusado por uma caloira de Engenharia Biomédica, da Universidade do Minho (UM) mas nega as acusações que sobre si recaíram, depois de a mãe da estudante, residente na Póvoa de Varzim, ter denunciado o caso. O aluno entende que a acusação que lhe é apontada decorre "da necessidade da aluna em esconder alguma coisa". "Não devia saber como justificar algo à mãe e encontrou em mim um bode expiatório", disse.
Em declarações ao JN, o também aluno do curso de Biomédicas reconheceu que, ao início da noite, estava na barraquinha do curso, sempre com a namorada. "A outra miúda chegou (também bastante bebida) e começou a agarrar-se a mim. Até me tirou o telemóvel, dizendo que assim teria de andar atrás dela. Depois devolveu-mo, mas não passou disso", disse o aluno, surpreendido com o desenlace do caso. Recordando que na noite "de copos", a partir de certa altura, começou "a aterrar" e que terá acabado a noite quase "em coma alcoólico". "Tal como ela", vincou.
A noite havia começado com um jantar entre colegas, regado com sangria e prolongado com digestivos. No recinto do "Enterro da Gata" - a designação que é dada à Queima das Fitas na academia minhota -, o aluno diz ter misturado diversas bebidas. "Para andar tinha de o fazer amparado. Como podia eu ter violado alguém?"
Já o pai do aluno garante que o caso terá consequências e se, numa primeira fase, quer "limpar o nome do filho, seguir-se-á a acção judicial". O pai do acusado diz que a aluna "quer tapar os olhos a alguém, caso contrário não se deslocava ao hospital apenas três dias depois. Entrava logo em pânico. Referir que podia tratar-se de praxe também não lembra a ninguém", diz o progenitor.
Academia em alvoroço