Líder nas intenções de voto desde setembro de 2012, o PS regista de novo uma ligeira subida, face ao estudo de opinião de julho de 2013. Suficiente para surgir, pela primeira vez, em vantagem sobre a Direita, se somadas as percentagens atribuídas a social-democratas e centristas. Isto apesar de o CDS também melhorar a performance, escapando ao presumível efeito de penalização do Governo de que faz parte. De registar, à Esquerda, o facto de o PCP consolidar a sua vantagem sobre o Bloco, agora fixada em 5%.
A vitória dos socialistas não se traduz - longe disso - na atribuição do estatuto de alternativa. Com efeito, embora quase três quartos dos inquiridos avalie negativamente o Governo, só 23% admitem que algum dos partidos da Oposição poderia ter melhor desempenho.
No plano da popularidade das figuras políticas, de salientar o facto de todas melhorarem, em relação à sondagem anterior. Uma tendência que, no entanto, apenas dá verdadeiros frutos nos casos de Jerónimo de Sousa e Catarina Martins, os únicos avaliados com nota positiva por uma maior percentagem de inquiridos. Outro dado relevante: Cavaco Silva obtém pela quarta vez consecutiva nota média negativa.
Convidados a pronunciar-se sobre a saída da troika, a maioria dos participantes no estudo afirma preferir um novo programa de assistência financeira, em vez da chamada "saída limpa", diretamente para os mercados, sem qualquer apoio. É, ainda assim, patente a falta de informação sobre a matéria - 22% não tomam posição ou não respondem.
Quase metade dos inquiridos acredita que a austeridade ainda vai agravar-se mais, percentagem muito inferior à da última sondagem (62%). Sobe, por outro lado, a percentagem dos que consideram positivo o efeito das medidas até agora tomadas, o que revela um menor pessimismo dos portugueses.
Ficha técnica