Ninhos de cegonhas retirados da A25

 | 31/01/2011
Os ninhos das cegonhas que se podiam ver nos pórticos da auto-estrada 25 (A25), entre Angeja e Aveiro, foram transferidos de modo a garantir a segurança rodoviária e a própria segurança das cegonhas, justificou a concessionária da auto-estrada Ascendi.
 
ricardo estudante/global imagens
Cegonhas forma transferidas para postes situados fora da A25
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    A transferência das cegonhas decorreu no final do ano passado e foi acordado com as entidades competentes, segundo uma nota da Ascendi enviada ao JN. "Os ninhos foram transferidos para locais próximos da sua anterior localização, nomeadamente para os terrenos situados na zona do nó e caminho paralelo" justifica a Ascendi, sublinhando que a transferência dos ninhos das cegonhas ocorreu "de modo a garantir a segurança rodoviária dos condutores e a própria segurança das cegonhas, que quando são jovens têm maior dificuldade em entrar e sair dos ninhos".

    Não é a primeira vez que os ninhos das cegonhas que se encontram nos pórticos da A 25 são retirados e transferidos para outros locais por questões de segurança rodoviária. Apesar das críticas - ainda recentemente o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, Ribau Esteves, lamentou publicamente a retirada dos ninhos que considerou serem um quadro que marca a entrada de automobilistas na região - Fernando Leão, da associação ambientalista Quercus, concorda com a decisão. "Não tenho noticia de que algum acidente tivesse ocorrido, mas já vi muitas situações em que poderia ter acontecido", disse ao JN. "Na altura da nidificação há muita gente que pára para tirar fotos e outros que quase páram quando as aves começam a voar". lembrou.

    "O impacto da transferência na cegonha branca é nulo, já que se trata de uma população estável e em crescimento", referiu Fernando Leão. "A única critica que se poderá fazer é a altura dos postes (colocados pela concessionária) para onde foram transferidos: são um pouco baixos, com uma cota inferior à dos pórticos, o que representa uma maior dificuldade para o voo", referiu, salientando que "alguns dos ninhos ficam tão baixos que as aves quando levantam voo em direcção à auto-estrada correm o risco de colidirem com os carros".

    A zona da ria de Aveiro apresenta condições ideias para as cegonhas se reproduzirem, já que se trata de um habitat localizado em zonas húmidas, com a proximidade dos rios e campos agrícolas onde se alimentam.

    A capacidade de reprodução das cegonhas na zona da ria de Aveiro é superior à média nacional, segundo Fernando Leão. "Crescem a um ritmo de 20 a 30 casais por ano e hoje devem existir 250 casais", disse. O primeiro casal terá aparecido em 1989.

     
     
     
     
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