| foto Ricardo Estudante/Global Imagens |
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No Verão passado todas as vidraças que revestiam o edifício das piscinas cobertas foram retiradas por elementos exteriores ao clube e à Câmara de Aveiro. O aspecto que hoje apresenta todo o complexo é de perfeito abandono, com vidros de pequenas janelas partidos. No interior, um cão, vela pela "segurança" do complexo abandonado. E qualquer pessoa, com um bocadinho de jeito pode entrar no que resta das piscinas.
"É uma pena que aquilo tenha chegado ao que chegou, qualquer dia é mais um sitio para os sem abrigo", comentou ao JN, António Cordeiro, residente não muito longe do complexo de piscinas. "Já faltou pouco", ironizou.
Como é possível que estas coisas aconteçam, isto é uma vergonha numa cidade como esta. Os meus filhos aprenderam ali a nadar", desabafou, por seu turno, Ana Silva para quem a situação foi provocada, "talvez por erros de gestão". "Pouco investiram nas piscinas e quando fecharam disseram que não podiam aguentar as despesas", disse.
Para o presidente do Beira-Mar, António Regala, a escritura de venda das piscinas do clube à empresa Nível II apenas refere a transacção do terreno, deixando de fora as benfeitorias. "Assim sendo, o edifício das piscinas cobertas é do clube e qualquer retirada de material do edifício foi feita sem nossa autorização", afirmou o dirigente ao JN.
Esta posição é também partilhada por Artur Filipe, ex-dirigente do clube, que lembra que as piscinas (entre as quais a única com dimensão olímpica existente em Aveiro), foram construídas com dinheiro saído do erário público, através de verbas da então Direcção Geral dos Desportos.