Festa de S. Paio sem condições

 | 08/09/2010
Quem vai à festa do S. Paio, e são milhares, que termina hoje na Torreira, "desenrasca-se" como pode. A regra abarca desde a permanência em campismo selvagem até à descoberta de uma casa de banho limpa e desocupada.
 
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    Este ano, as queixas agravaram-se devido ao encerramento do Parque de Campismo para obras e, à semelhança das condições atmosféricas, "choveram" de todos os lados quando o JN visitou o local.

    Teresa Fonseca, uma feirante de Oliveira de Azeméis que acampou por estes dias na Torreira para vender utensílios para o lar, tinha, ontem, a insatisfação estampada no rosto. "Este ano está complicado. Antes íamos tomar banho ao Parque de Campismo, mas agora tivemos de improvisar um chuveiro com um motor e uma mangueira". "É só para desenrascar", conta o marido, António Fonseca, enquanto lamenta ter de acrescentar esta dificuldade aos problemas do mau tempo e da crise financeira.

    O proprietário de um café, que pediu anonimato, reforça as críticas: "A festa cresceu mas as infra-estruturas de apoio, policiamento e higiene não acompanharam. Os poucos sanitários públicos que existem não são suficientes para tanta gente e fecham cedo. As pessoas fazem filas intermináveis no café, estragam as casas de banho e sujam tudo. A história repete-se todos os anos".

    Fernanda Lopes, que vende doces no S. Paio há 33 anos, acrescenta reclamações. "Alguns moradores queixam-se porque as ruas laterais estão fechadas de um lado e o socorro é mais difícil", diz.

    Quem vem para se divertir, também sente dificuldades. Alice Cunha e família deslocaram-se de Pardilhó e assentaram arraiais num terreno baldio junto às habitações, onde largas dezenas de tendas se amontoam. Chegaram sábado, partem hoje. Enquanto ficarem, irão confeccionar as refeições junto à tenda de campismo onde dormem e socorrem-se "das casas de banho dos cafés", mas "as filas são enormes". Tomar banho é um regresso ao passado e apenas possível com "bacias de água que vamos buscar a uma fonte". Bom mesmo, era "ter mais casas de banho públicas".

    O presidente da Câmara da Murtosa, Santos Sousa, reconhece o problema, mas defende que qualquer solução terá de passar pela "co-responsabilização e esforço de todos os que têm ganhos com as festas". Actualmente existem sete sanitários públicos. Colocar instalações amovíveis é "uma possibilidade que terá de ser estudada com todos os envolvidos. Estamos também a falar com Administração da Região Hidrográfica para ver se os apoios de praia também colocam casas de banho para o ano", explicou. Santos Sousa garantiu, ainda, que "a segurança nunca esteve em causa. Temos um plano de contingência que envolve a Câmara, GNR, bombeiros e unidade de saúde".

     
     
     
     
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