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Concorrência provoca "saldos" na prostituição

 | 21/11/2009
Há cada vez mais mulheres junto às bermas das estradas nacionais, porque "mercado" de casas de massagens está esgotado. Brasileiras e estudantes são cada vez em maior número.
 
Sérgio Freitas/JN
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    A prostituição em Braga continua a sair das ruas, bares e casas de alterne para os domicílios. Apartamentos de prédios e bairros novos de S. Vítor, Gualtar, Lamaçães e Maximinos são os mais atingidos pelo flagelo, sendo arrendados um ou dois meses para duas a seis mulheres, cujos "intermediários" as leva, depois, a saltar para outros quartos da cidade ou da Península Ibérica, despistando as autoridades.

    Os vizinhos sentem-se prejudicados na sua esfera individual, integridade e alvo de atentado ao pudor, sobretudo os mais novos, e acumulam por ano algumas dezenas de queixas e até abaixo-assinados na PSP, GNR e Governo Civil de Braga.

    As forças da ordem não divulgam números de um fenómeno oscilante, mas confirmam que cresceu em fase de crise. Tal levou à "clara queda" do preço dos serviços aos clientes, reincidentes e vindos da classe alta e baixa, nomeadamente empresários e jovens da construção civil. A venda do corpo pode custar "só 10 euros" e é praticada na maioria por sul-americanas. O Leste europeu e Portugal, com adultas acima de 35 anos e universitárias de Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos, também estão na oferta. A prostituição masculina é "residual, mas ligeiramente crescente". Os jornais são uma montra de divulgação, com a secção "relax" a ter, por vezes, algumas dezenas de anúncios.

    Os arrendamentos são pedidos, em geral, a imobiliárias, intermediárias do dono do apartamento, que desconhece o negócio. O aluguer é às vezes "mais do dobro do praticado", disse o ex-subintendente da PSP de Braga, Henriques Almeida. Há quem adquira o apartamento "para lavagem de dinheiro, actos ilícitos e pouso temporário de circulação de grupos de pessoas".

    O governador civil, Fernando Moniz, referiu há meses à imprensa que "em Braga há mais brasileiras do que em Bragança na prostituição ao domicílio".

    No que toca a bares de alterne, os pedidos de licenciamento têm estabilizado. Recentemente, havia "três casos detectados" e a caminho do tribunal. A situação "é, infelizmente, difícil de controlar", pois os alegados empresários com processos pendentes "são, em geral, sempre os mesmos, dão-se bem e entreajudam-se nas fugas", voltam a abrir novo bar, com gerência igual e clientes diferentes.

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