Primeiro tanatório municipal abre dia 20

 | 03/07/2009
O novo tanatório de Matosinhos, o único municipal no país, entra em funcionamento no dia 20. Custou 3,25 milhões de euros e tem o segundo forno crematório da Região Norte. As cremações são gratuitas até ao final do ano.
 
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A ideia é "induzir à cremação", uma prática cada vez mais aceite, que resolve o problema da sobrelotação dos cemitérios. Até agora, o crematório do Prado do Repouso, no Porto, é o único a dar resposta a milhares de pedidos na região. De Janeiro a Junho, foram ali cremados 600 cadáveres e 261 ossadas.

Mas o tanatório de Matosinhos, junto ao cemitério de Sendim, é mais do que um crematório. É um complexo funerário que acolhe um conjunto de serviços inédito na região. O edifício distribui-se por três blocos ligados por uma nave central. No primeiro, ficam uma cafetaria e uma florista, que vão ser concessionados a privados, e os serviços administrativos. No segundo bloco, há três capelas de velório, apoiadas por uma sala de tanatopraxia (tratamento e preparação dos cadáveres).

No terceiro bloco, fica a sala de despedidas, com capacidade para 120 pessoas, e aberta a todos os cultos. Uma galeria superior permite ter um coro durante a cerimónia. Toda a sala é virada para uma janela com vistas desafogadas sobre o horizonte. A arquitecta Luísa Valente, também responsável pela remodelação do antigo cemitério de S. Mamede de Infesta, aproveitou o enquadramento e decidiu colocar a urna em frente à janela, sobre um dispositivo automático que a faz deslizar suavemente, para dentro da parede, em "direcção ao infinito".

"Tivemos sempre a preocupação de criar um ambiente mais leve, que suavize a despedida do ente querido", referiu Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos.

Longe da vista, a urna desce ao piso técnico para o crematório, com capacidade para oito cremações diárias. As cinzas são entregues à família, que pode lançá-las na terra ou guardar num cendrário (que se compra), no exterior, no jardim japonês.

Grande parte do edifício é de vidro, o que lhe confere um ambiente luminoso, ao contrário do habitual nos locais fúnebres. Durante a execução do projecto, foram ouvidos agentes funerários e párocos. Houve quem considerasse o número de capelas insuficiente, mas o edifício permite aumentos. "Se não houver essa necessidade, há espaço para criar mais capelas", explicou Joana Felício, vereadora com o pelouro dos cemitérios.

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